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Os equipamentos na vida de um músico profissional - Parte 5

Minha primeira gravação em estúdio profissional

Depois de muito ensaio, minha banda e eu tínhamos composto algumas músicas legais, resolvemos entrar em estúdio para gravar nossa primeira fita de demonstração (a famosa "demo"), munido de minha Giannini Trilogy e meu Boss PS2 (Pitch Shifter/Delay), gravei minhas primeiras músicas com qualidade. Mandamos nossa fita para algumas rádios de rock e conseguimos até fazer um burburinho nas revistas que sempre colocavam bandas novas, falaram muito bem da gente, mas acabamos aprendendo uma lição importante sobre música autoral, iniciantes precisavam ter dinheiro para divulgação, ou conhecer "alguém" que nos desse uma forcinha, só vontade infelizmente, não abriu muitas portas (depois que saímos em revistas que falaram bem da gente, recebemos uma quantidade legal de cartas pedindo nossa fita), mas mesmo assim conseguimos dar algumas entrevistas em rádios de rock (FM 97 e 89 FM) e tocamos ao vivo na rádio Brasil 2000.

Com esta exposição apareceram alguns shows legais em bares de São Paulo, com isso eu precisava urgente de uma segunda guitarra (imagina estourar uma corda de uma guitarra com ponte Floyd Rose no meio do show), acabei comprando uma guitarra muito legal, era uma Dolphin com Floyd Rose II e um captador Seymour Duncan na ponte, ela tinha um baita timbre:

Finalmente uma guitarra importada

Na minha juventude, mesmo morando longe de grandes lojas de São Paulo, vez por outra eu tomava coragem e ficava indo até a Theodoro Sampaio (rua famosa por ter muitas lojas de instrumentos musicais), numa destas visitas eu encontrei uma loja que aceitaria minhas duas guitarras em troca de uma Ibanez (eu era fissurado nas RGs e Jem) e fiz a troca.


Fui desesperado para casa para poder tocar naquela linda Ibanez. Só que o tiro saiu pela culatra, a guitarra era excelente, mas os captadores não tinham uma saída forte, ligando distorção pesada como eu gostava, o som embolava muito, hoje, eu sei que a solução seria simples, trocar o captador da ponte seria suficiente, mas na época não era tão simples assim, por isso, voltei até a loja e pra minha surpresa, tinha acabado de chegar uma Charvel strat com Floyd, foi amor a primeira vista, só que a guitarra estava reservada para outro cliente, imagina se eu não acabei convencendo o vendedor (obviamente que a Charvel era mais cara, mais voltei a diferença em dinheiro):



Faltava agora um amplificador

Nesta época, eu já estava num emprego melhor, continuava dando aulas, e com isso já tinha uma renda que me possibilitava alçar voos mais interessantes, vendi meu ACWorks, inteirei a grana e peguei um amplificador Crate GX80. A distorção deste amplificador era maravilhosa, eu ligava meu PS2 no loop de efeitos e pronto.



O próximo passo agora era arrumar uma guitarra com 24 casas (nesta época eu estava tirando a música "For the love of God" do Steve Vai), eu coloquei na cabeça que "eu tinha" que ter uma guitarra assim, vendi a Charvel para um amigo/aluno, coloquei a diferença e comprei uma Jackson JDR94. Ela era azul, com o headstock invertido, linda demais.


Assim que foi possível, troquei todos os captadores, coloquei um Seymour Duncan 59' no braço e um SH-4 na ponte. Não preciso nem dizer que a guitarra ficou matadora.




Enfim uma Ibanez

Novamente eu precisava arrumar uma segunda guitarra, como já tinha uma quantidade legal de alunos, pude me dar ao luxo de pegar uma Ibanez RG, ela era coreana, mas mesmo assim era muito bacana:



Nesta época eu já conhecia alguns luthier's, por isso acabei fuçando completamente nesta Ibanez, troquei captadores, afinei um pouco o braço (ele era um pouco grosso para minha mão).

Acabei também por vender o pedal PS2 da boss e comprei minha primeira pedaleira, não era bem a que eu queria mas deu para brincar bastante:



Casando e ficando sem equipamentos

O ano era 1995, eu e minha noiva resolvemos que era hora de casar. Meu pai resolveu me presentear com seu violão Giannini de 1976 (que está comigo até hoje). Nunca toquei num violão com cordas de nylon que tivesse um timbre tão doce.



Muitas pessoas não fazem ideia da dificuldade que é trabalhar com música no Brasil. Logo depois do casamento nós tivemos um problema familiar que exigia que se fizesse dinheiro rápido, adivinha o que eu fiz? Vendi todo meu equipamento. Nesta época, além da pedaleira Zoom 2020, o amplificador Crate e as duas guitarras, eu tinha acabado de comprar um transmissor sem fio Nady:



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