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Os equipamentos na vida de um músico profissional - parte 4

Minha primeira "quase" Floyd Rose

Depois de vender todo meu equipamento (fiquei somente com o ampli, mas ele acabou queimando e acabei vendendo também), achei uma guitarra anunciada no jornal "Primeiramão", eu conhecia esta guitarra de anúncios das minhas revistas, mas nunca tinha sequer chegado perto de uma:



Nos anúncios, esta guitarra vinha com ponte fixa, mas parece que alguém colocou esta ponte flutuante nela:



Era uma ponte Kahler, concorrente direta na época do lançamento das Floyd Roses. Tive também que arrumar um novo amplificador, só que este foi comprado por uma produtora que resolveu investir na nossa banda, todos os ensaios eram feitos na casa dela. Arrumei um pedal para poder ensaiar, então este passou a ser meu novo setup:



O pedal que fazia harmônicos

No meu caminho do serviço para casa, eu passava em frente de uma escola de música recém inaugurada, na parte da frente, como chamariz, a sala principal tinha uma grande janela, assim quando as pessoas passavam na frente, podiam ouvir um pouquinho e também ver os alunos e professores tocando, um dia, um dos professores estava tocando sozinho e fazendo vários harmônicos, como eu nunca tinha visto alguém fazer harmônicos, imediatamente olhei para o chão e pensei: "Caramba, que pedal preto é esse que faz este som?




Imaginem a frustração quando finalmente eu comprei meu Digital Delay double track da Interlude e não saia o som de harmônicos, era o professor e não o pedal.

Nesta época de descobertas, minha banda tinha um repertório bem interessante para quem gosta como eu de Hard Rock, pois tocávamos algumas músicas simples, mas não podia faltar a nossa principal influência, a banda Golpe de Estado, acho que de uma maneira torta, fomos umas das primeiras bandas de cover pois tocávamos várias músicas deles, lógico que a gente adaptava um pouquinho pois não tínhamos condição técnica de tocar tudo certinho, também saia de uma maneira mais simples a música Ain't talking about love (Van Halen), este era sempre meu momento predileto, tocar Van Halen, mesmo que no fundo da casa do baterista, sem ninguém assistindo, era um momento de glória.



Enfim uma Floyd Rose (será mesmo?)

O lance da banda com a dita empresária acabou não dando certo, eu precisava agora arrumar um ampli, eis que surge para mim um amplificador que eu gostava muito, ele se chamava ACWorks:



Nesta mesma época, acabei vendendo a Dolphin com ponte Kalher e comprei uma Giannini Trilogy, que vinha com uma ponte licenciada Floyd Rose:



Fiz muitas apresentações com esta guitarra, inclusive meu primeiro grande show, este show foi uma festa da rádio 89FM (Esta era considerada na época a maior rádio de Rock em SP), fomos a banda de abertura, no extinto Aeroanta:



Nesta época surgiram grandes revistas que vinham com exercícios de guitarra, grande parte da minha formação técnica se deve a estas publicações (tenho todas até hoje):



Wander Taffo

Estávamos no fim dos anos 80, a banda Taffo tocava em vários programas de TV, tinham músicas tocando no rádio, influenciando muita gente como eu, com um Hard Rock que não devia nada para ninguém (depois eu conto do dia que conheci pessoalmente este guitarrista absurdo):



Este guitarrista incrível, foi uma das minhas primeiras influências desde o tempo da banda Radio Táxi.


A história do DD3 da Boss

Era fim de ano, precisamente 1993, eu estava namorando minha esposa (casados até hoje, não sei como ela me atura), ela resolve me dar um presente de natal inesquecível, um pedal Digital Delay DD3 da Boss, novo, na caixa:



Eu nunca tinha comprado um pedal desta marca novo, todos sempre foram usados, imaginem o rolo que deu com minha sogra, este pedal era muito caro para nossas condições, mas o pior não é isso, eu buscava sempre por oportunidades de melhoras no setup, na mesma semana que ela me deu o pedal, apareceu para venda no mesmo jornal já citado, o pedal dos meus sonhos, o pedal que faria eu me aproximar um pouquinho do som do Wander na guitarra, era um Pitch Shifter/Delay PS2 da Boss, eu NUNCA tinha visto este pedal no Brasil, o dono dele tinha acabado de voltar do Japão com ele. Eu e o baixista da minha banda pegamos o meu DD3 na caixa e fomos até a casa do sujeito, sem exagero algum, passamos a tarde toda convencendo o cara a trocar comigo, um pelo outro, acho que enchemos tanto que o cara acabou topando. Agora imaginem a dificuldade que eu tive para explicar para minha futura esposa (a quem agradeço sempre pela compreensão), trocar o presente que ela ainda iria pagar em algumas suaves parcelas:



Rod. Castelo Branco, km 196 - Pardinho - São Paulo / CNPJ 32.771.734/0001-60                                                                                                                                     © 2019 by Roberta Peregrinaldi