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Os equipamentos na vida de um músico profissional - Parte 10

O disco, a música na novela...

Estava entre 2003 e 2004, juntamos um time bacana e resolvemos tentar a sorte de verdade, com empresários, produtor forte no meio e toda vontade possível. Muita gente ainda acredita que talento é o suficiente para se fazer sucesso, posso garantir pra vocês que é preciso muita coisa para um artista chegar em algum lugar além do talento, digo isso por experiência (não somente esta que vou contar pois já presenciei todo tipo de coisa do meio artístico, com outros artistas próximos a mim também, levando em consideração que nosso grupo não tinha talento, conheci pessoas extremamente talentosas que também não foram muito longe), este meio é extremamente complicado, você pode ser um excelente artista, cantar, tocar e compor, se você não tiver condições de mostrar isso para as pessoas, tudo vai descer pelo ralo, dito isso, ao invés de tentar explicar algo, vou é contar sobre os equipamentos que eu utilizava e experimentei nesta época da minha vida. Vou começar falando sobre a minha "outra" Peavey Wolfgang, esta eu peguei numa troca com um músico super bacana que eu conheci, ele tinha uma Wolf e queria uma Jem, eu tinha esta Jem e queria uma outra Wolfie, ela chegou com um set de Seymour Duncan instalados.




Como eu estava utilizando muito sets da EMG, levei-a ao Ivan para uma troca de caps, mais a frente eu instalei dois Steve Special da Dimarzio, que estão nela até hoje.


Conseguimos colocar uma música numa novela da Rede Record, esta novela estava alcançando pontos altos de audiência, a música que a gente interpretava tocava todo dia, em algumas rádios do país ela chegou ao primeiro lugar de execução, a novela chamava-se Bicho do mato.



Nossos empresários então resolveram lançar nosso disco.



Nesta época, a gente ensaiava 6 noites por semana, uma média de 3 horas por ensaio, eu, cada vez mais investindo em equipamentos, tirando todo tipo de timbre possível e imaginável, utilizei por um tempo um amplificador Fender 4x10.



Como ele era muito pesado e frágil, optei por utilizar um outro amplificador da Fender, este na verdade era emprestado do técnico de som da banda.



Acabei comprando também uma guitarra mais simples para ficar de estepe, esta sem ponte flutuante.



Nesta época, eu ainda experimentava captadores na minha N4.



Fui comprando vários racks, até chegar num formato que me atendia de todas as maneiras possíveis.



Fora os equipamentos que circulavam na minha escola, nesta mesma época eu tinha montado uma escola com 3 salas de aula e um estúdio para os alunos tocarem ao vivo com banda.


Muitas guitarras também circulavam pela escola.


Ainda adquiri mais uma guitarra de ponte fixa, minha primeira Telecaster, esta quem me indicou foi novamente o Ivan.


No final, o projeto não vingou, muitas coisas não tão bacanas rolaram, me vi sem dinheiro e precisando refazer minha escola, pois no período final da banda, ficou difícil conciliar a situação de professor e "quase artista", nesta época eu precisei me desfazer de praticamente todo meu setup, fui vendendo racks, guitarras e tudo que era possível para retomar minha vida de professor, os alunos que eu tinha mal davam para pagar as contas, mas resisti e fui a luta de novo.

De todo aquele equipamento e guitarras, mantive as duas Peaveys Wolfgangs e a Washburn N4, para drives e efeitos eu mantive a POD XT live que como já disse, ainda está comigo.



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