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A introdução da guitarra no Brasil – Parte 2

As guitarras brasileiras

Atentos à mudança de comportamento dos jovens e às exigências de um mercado em crescimento, os tradicionais fabricantes nacionais de violões procuraram se adaptar ao momento.

No início dos anos 60, a escolha do guitarrista não era grande, limitando-se praticamente a modelos da Giannini e da Del Vecchio. Da Giannini havia dois deles: um, lembrando vagamente o perfil da Fender Stratocaster; o outro, o da Gibson Les Paul.

A Del Vecchio competia com seu modelo Twist, uma guitarra cuja forma não tentava copiar marcas estrangeiras. Mas as diferenças entre as Giannini e as Del Vecchio não residiam apenas na forma. Estas últimas eram, de certo modo, mais “antigas”, apresentando diversas características mais ligadas ao violão; a escala contava com apenas dezenove trastes, o braço era um tanto espesso e as dimensões totais iguais às do violão, o que tornava o corpo muito pequeno. Por outro lado, a Twist contava com uma alavanca de vibrato, acessório que faltava às primeiras Giannini. Embora nem sempre a alavanca voltasse à posição original depois de acionada (causando, assim, desafinação das cordas), tratava-se de um forte atrativo, numa época em que todo aprendiz de guitarrista tinha os ouvidos cheios dos efeitos de alavanca que conjuntos como os Shadows e os Ventures empregavam com abundância.

A febre guitarrística desses anos também fez com que surgissem algumas marcas que experimentaram existência apenas fugaz, como Snake, Phelpa, Begher. A diminuição do entusiasmo do público fez não apenas com que essas guitarras desaparecessem, como também provocou a retirado do mercado de marcas como a Del Vecchio e a Di Giorgio.

A realidade da fabricação tratava-se de duas estruturas empresariais bem distintas. De um lado, a grande indústria, com tecnologia e produção diversificada. De outro, uma microempresa, sem recursos e com apenas três empregados, que, na ausência de ferramentas e maquinaria específica, apelavam basicamente para a criatividade na construção de seus instrumentos. Duas realidades diferentes que se encontram num ponto: a dependência ao padrão estrangeiro, às características das guitarras famosas.

De fato, embora a forma da guitarra seja sua peculiaridade menos relevante, ela exerce poderosa atração sobre muitos guitarristas, não só principiantes. O modelo estrangeiro representa, assim, um padrão quase invariável. Isso, e mais a tendência em usar componentes importados nas guitarras fabricadas no Brasil (captadores, pontes e tarraxas, especialmente), não contribui para o fortalecimento do setor.

Além disso, há uma febre de “customização” que tornam vários instrumentos em réplicas de qualidade.

Mesmo assim, a guitarra nacional sofre a concorrência das marcas estrangeiras em sua própria terra, pelos valores ínfimos cobrados pelas guitarras chinesas, que trabalham com um custo reduzido de peças e de mão de obra.

Hoje, há no Brasil muitos fabricantes de guitarra, dedicados à produção em escala industrial como a Tagima, a Eagle e a Condor por exemplo.



Grandes luthiers também tem se destacado pelas suas guitarras personalizadas semi-artesanais, como a Music Maker, o Peruzzo e o Zagannin.



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