Guitarra, violão e baixo. O único curso direcionado ao seu objetivo.

Aqui você encontrará materiais para leitura, videos e muita informação sobre equipamentos, efeitos e dicas gerais.

A introdução da guitarra no Brasil - Parte 1

Cenário musical e músicos da época

A guitarra elétrica surgiu nos Estados Unidos no início do século XX como um desdobramento do violão. Os primeiros modelos do instrumento não dispunham de captação elétrica, o que fez com que a empresa Gibson desenvolvesse a primeira guitarra acústica com um captador eletromagnético e a lançasse no mercado no ano de 1935 com o nome de Gibson ES-150. (ref. bibliografica: COOK, 1999). Uma das causas principais para o desenvolvimento de uma amplificação sonora para a guitarra decorreu em virtude da necessidade de aumento de volume dos acompanhamentos feitos por guitarristas das orquestras americanas do swing. A captação permitiu também, um desenvolvimento das possibilidades de improvisação melódica no instrumento elevando-o a um instrumento solista. (ref. bibliografica: COOK, 1999, p.12)

No Brasil, a guitarra elétrica foi introduzida no final da década de 1940 e sua inserção na música popular brasileira foi acompanhada de discursos de rejeição e veneração por parte de críticos e músicos. Identificada como instrumento dotado de dispositivos artificiais (captadores eletrônicos) e portadora de uma carga de significados associados ao jazz e à música pop anglo-americana, a guitarra foi repudiada por uns como símbolo de "estrangeirismo" ou até mesmo do imperialismo cultural sobre a nação brasileira, e reconhecida por outros como elemento de sofisticação e de modernidade musical (ref. bibliografica: VISCONTI, 2010).

Buscando uma sonoridade brasileira própria, houve um desenvolvimento relevante na forma de se harmonizar na guitarra, ocasionado pelo fato dos músicos pioneiros atuarem em orquestras, no acompanhamento de cantores e na música regional.

Muitos multi-instrumentistas passaram a utilizar a guitarra e se destacaram nesta época, como Anibal Augusto Sardinha (Garoto), Pereira Filho, Laurindo de Almeida, Luiz Bonfá, Angelo Apolônio (Poly) e Zé Menezes entre outros.

No final dos anos 50, a juventude brasileira embarcava nos embalos da beatlemania e trocava o bem-comportado violão da bossa nova pela guitarra elétrica dos novos tempos. Houve um grande desenvolvimento do instrumento neste período.

O repertório para a guitarra foi ampliado, ganhando contornos bem específicos, dissociando a guitarra do violão elétrico. Nesta época se destacaram Olmir Stocker (Alemão), Helio Delmiro de Souza, Toninho Horta, Alberto Borges de Barros (Betinho), Romeu Mantovani Sobrinho (Aladdim) e José Provetti (Gato).

Já na década de 70, destacaram-se Sérgio Dias (dos Mutantes) e seu irmão Carlos Dias, que construíram e desenvolveram guitarras, pedais e amplificadores, que contribuíram decisivamente na identidade do som tocado por Sérgio.


Com a entrada do rock no Brasil a guitarra adquiriu um novo significado, mais voltada para as improvisações melódicas (solos). Este novo estilo foi explorado pioneiramente por Lanny Gordin (Tropicália), Pepeu Gomes (dos Novos Baianos), Luiz Carlini, Roberto Menescal e Renato Barros. (ref. bibliografica: The Guitar Handbook)





Últimos posts:

Arquivo:

Rod. Castelo Branco, km 196 - Pardinho - São Paulo / CNPJ 32.771.734/0001-60                                                                                                          @2019 by Roberta Peregrinaldi